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4 coisas que você deve saber sobre trabalho flexível antes de adotá-lo em sua empresa

A prática não se resume à possibilidade dos funcionários fazerem home office

A Economia Compartilhada, uma tendência global que revoluciona o mundo dos negócios, também tem ganhado força no Brasil. Essa nova forma de pensar a economia transforma não apenas os processos de produção e o comércio de bens e serviços, mas também promove profundas mudanças no mercado de trabalho. Neste novo modelo, flexibilidade é o principal aspecto que tem pautado as relações entre empresas e funcionários.

Uma pesquisa do Internacional Workplace Group (IWG), empresa líder mundial e brasileira no mercado de escritórios compartilhados, aponta que 83% dos entrevistados acreditam que flexibilidade é um fator decisivo na hora de escolher uma proposta de emprego. Mas você realmente sabe o que é o trabalho flexível? Ao contrário do que muitos acreditam, ter flexibilidade no trabalho não é apenas poder fazer home office em dias específicos da semana.

O conceito de trabalho flexível reúne várias frentes, mas principalmente estão entre elas: horário, jornada, localização, remuneração e gestão por indicadores de performance. Para Tiago Alves, presidente do IWG, detentoras das marcas Regus e Spaces no Brasil, empresas que ainda atuam no modelo tradicional e pretendem adotar a modalidade flexível precisam passar por uma cuidadosa reorganização de processos. "É preciso, primeiramente, avaliar o padrão de trabalho vigente para verificar a viabilidade da implementação de um novo modelo. O benefício da flexibilidade é, hoje, o fator número 1 na guerra por talentos da nova geração", explica o executivo.

Além disso, a combinação dos benefícios traz ganhos expressivos para as empresas e para os trabalhadores. O trabalho flexível propicia um aumento da produtividade em 10% e economiza tempo no deslocamento dos funcionários. "Se um empregado economizar 60 min de deslocamento todos os dias com o conceito de trabalho flexível, isso será o mesmo que ganhar 5 semanas úteis de volta nas 52 semanas do ano", exemplifica Alves.

Entenda quais são os principais pilares e características básicas do modelo flexível de trabalho:

1. Horário

Esse é apenas o primeiro passo para a implementação do trabalho flexível. Aplicar a flexibilização do horário é, principalmente, permitir que seus funcionários possam entrar e sair da empresa fora de horários pré-estabelecidos. Essa prática pode, em alguns casos, até mesmo eliminar a necessidade de uma "folha de ponto" sendo previamente validado entre o empregador e empregado, e dependendo da classe, com o sindicato. De qualquer maneira, é importante que seja alinhado com o horário de atendimento ao cliente.

2. Jornada

Os dias trabalhados pelos funcionários também podem ser flexíveis! A contratação de profissionais pode acontecer sem uma jornada pré-definida. Os empregados poderão trabalhar, por exemplo, de segunda a quinta ou, até mesmo escolher os dias da semana que sejam mais produtivos. Esse benefício pode ajudar quem possui um segundo emprego ou tem compromissos fixos por semana - até mesmo funcionários que moram longe do escritório. Esse conceito de jornada flexível pode eliminar o famoso banco de horas ou horas extras, dias de rodízio, pais e mães com guarda alternada, entre outros. Vale lembrar que a última reforma trabalhista regulou a contratação por Intra-jornada.

3. Localização

A prática do tão conhecido home office refere-se à possibilidade de o funcionário poder exercer suas atividades em locais distintos, eliminando a necessidade de deslocamento. Esta modalidade traz muitos benefícios à empresa e ao empregado, sendo a principal modalidade adotada hoje pelas empresas que têm o melhor índice de satisfação de funcionários. Uma alternativa para a localização flexível é a implementação de um escritório regional da própria empresa ou a utilização de redes de escritórios compartilhados e espaços de coworking. Também vale para o tão famoso conceito de equipes regionais de trabalho, ou Squads, que estão em alta nas empresas mais inovadoras.

4. Remuneração e gestão por KPI: Indicadores de Desempenho

Quando o sistema de trabalho flexível é bem aplicado, a remuneração flexível e variável tende a ser uma ótima ferramenta para manter a equipe motivada e engajada. O pagamento se dá de acordo com a jornada, horário, produtividade e desempenho - ou seja, em conformidade com a performance de cada profissional ou do time. Isso traz uma grande chance para que empresas implementem o conceito de meritocracia e gestão por performance.

O conceito de trabalho flexível pressupõe a implementação e combinação de todos esses fatores. Os benefícios dessa política são inúmeros, podendo até mesmo ser interpretada como uma relação de ganha-ganha. As vantagens são refletidas na satisfação do empregado, que consegue equilibrar as vidas social e profissional. Contudo, é sempre necessário averiguar a possibilidade legal e aprovar a adoção de alguns dos fatores que caracterizam flexibilidade no trabalho - como horário, jornada e remuneração - com o sindicato que representa a categoria se aplicável. Já a localização flexível, essa é ganho imediato.

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